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Coaching

Há sem dúvida, muito modismo e confusão em torno da questão do Coaching, não só no Brasil como em todo o mundo, mas seguramente há muitos benefícios reais em seus processos e principalmente em sua filosofia.

O Coaching, em termos práticos, nada mais é do que um treinamento personalizado, um processo de desenvolvimento sob medida.  Porém, muitas vezes, o termo é empregado para definir o esforço que um gestor aplica no dia-a-dia para fortalecer o desempenho de seus liderados. Ambas as versões estão corretas, o que difere uma da outra é que, Coaching como processo consultivo, deve obrigatoriamente seguir uma metodologia, que envolve sessões individuais, planos de ação, tarefas e uma relação de aliança, ou seja, sem cobrança funcional, e quando falamos do Coaching como estilo de gestão, o enfoque e condução são definidos pelo gestor, mas o objetivo continua sendo o desenvolvimento personalizado do liderado.

Um dos princípios mais interessantes aplicados ao Coaching refere-se ao processo de “ensinar pelo questionar”.  O método consiste em aplicar o modelo socrático na gestão. Em vez de dizer como fazer, o líder (Coach) ajuda a pessoa a avaliar os prós e contras da situação e a pensar nos desdobramentos e impactos de suas decisões, busca orientar o liderado a pensar antes de agir, a avaliar riscos e antecipar resultados, ou seja, é um método de desenvolver o pensamento estratégico.

Outro ponto fundamental está na relação da observação do comportamento e dos resultados associados. Parte-se do princípio de que um bom comportamento pode ser apreendido e um mau comportamento inibido. No campo sócio-organizacional, este fundamento é sem igual para fortalecer o crescimento do indivíduo e do grupo. Imagine que, em vez de agir por impulso, as pessoas passassem a avaliar os prós e contras da situação, pensassem nos desdobramentos de suas ações, observassem suas tendências de comportamento e procurassem agir de forma mais adequada e eficiente... Seria um sonho!!!

Teríamos organizações mais saudáveis, menos conflitos, teríamos ganhos enormes de comunicação e muito mais alinhamento entre equipes e departamentos, seguramente, resultados muito melhores!

Para o Gestor, líder do dia-a-dia, o Coaching é um desfio, pois além de cobrar resultados objetivos, para ser um bom líder Coach ele deve seguir uma de suas regras fundamentais: Não aconselhar!  Pensemos como é difícil orientar sem aconselhar!

Como líderes, estamos acostumados ao papel de dar ordens, decidir pelos outros, comandar, dizer como fazer, até mesmo orientar e aconselhar.  Mas, escutar a visão dos liderados para procurar formas de se comunicar melhor com eles?! Desenvolver paciência para ajudá-los a questionar e decidir por conta própria e a observarem comportamentos internos, de forma a dar feedbacks precisos, que não desmotivem e sim, promovam mudanças, são coisas raras nos executivos. Quem tem tempo para isso? Com tanta pressão, quem pode se dar ao luxo de tratar das emoções das pessoas em vez de focar na objetividade dos resultados?

Sem dúvida, tudo isso é muito difícil de ser aplicado, parece até utópico e pouco produtivo, mas ao contrario, os líderes que empregam o Coaching entendem que ajudar as pessoas a decidir melhor e a lidar melhor com seus conflitos, traz muito mais resultados.

Eu não diria que o Coaching e sua filosofia é uma utopia na gestão, eu diria que é uma relação de ganha-ganha, de ensino-aprendizado, que só funciona quando há confiança entre líder e liderado e uma boa dose de humildade, de ambos os lados.  

 

 
 

 

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